ANTIPATIAS: JORDAN PETERSON

SOFRO DE UMA ANTIPATIA entranhada com autores que se dirigem diretamente ao leitor. Não digo na literatura – Machado faz isso e é sublime -, mas em filosofia ou humanidades. Sempre me cheira a autoajuda, e confesso que acho autoajuda, qualquer autoajuda, insuportável e uma armadilha para tolos.

peterson_3Funciona bem na fala, numa aula, num papo. Atrai o ouvinte ou o aluno ou o interlocutor. Jordan Peterson faz isso muito bem em seus vídeos e entrevistas, funciona que é uma beleza. Mas pegue as 12 regras para a vida. Rapaz! Por mais interessante que seja o conteúdo, o recurso de dirigir-se ao leitor o transforma numa babaquice sem tamanho. Aliás, 12 regras foi uma das piores coisas que já li. Tive vontade de fazer uma crítica marxista: “Esse não é um livro para ser deixado displicentemente de lado, mas para ser arremessado longe, com toda a força”, que é marxismo facção Grouxo, a única que presta.

 

peterson_2

Agora vi que laçaram Mapas do significado: a arquitetura da crença. Dizem que é o grande livro de Peterson. Interessei. O livro é caro.

Gato escaldado etc., então antes de comprar o bicho resolvi procurar capítulos em PDF, vamos dar uma olhada, não no Sumário [que é interessante], mas no estilo, o estilo é tudo, e ali, logo no primeiro capítulo dou com um

“Imagine uma garotinha”

e agora estou com a Cássia Eller na cabeça e não tem quem tire.

Não compro, pronto.

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